Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Finep apresenta oportunidades de investimento a empresas de TIC durante 15º Rio Info
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Gestores de TIC da Finep: Joana Meirelles, gerente, André Nunes, superintendente, e Márcio Girão, diretor de Inovação

 

Tema presente em mais de 50% das propostas de editais. Cerca de R$ 2 bilhões emprestados para projetos na área nos últimos cinco anos. Primeiro departamento setorial da empresa. O peso do apoio da Finep ao setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) pode ser comprovado por números, mas a agência quer ir além: na manhã de terça-feira, 26 de setembro, a financiadora apresentou oportunidades de investimentos e programas de apoio que podem atender a empresas de TIC, de todos os portes, durante o 15º Rio Info, um dos principais eventos do setor no país.

“Os desafios de TIC são enormes. O papel da Finep é dar musculatura e condições para as empresas brasileiras competirem globalmente. Precisamos estar preparados para entrar na 4ª Revolução Industrial”, alertou o diretor de Inovação da Finep, Márcio Girão, na abertura da sessão 50 anos Finep. Em janeiro, a financiadora vai abrir a segunda rodada do programa Finep Startup, que pretende alavancar empresas que estejam em fase final de desenvolvimento do produto, para colocar no mercado, ou que precisem ganhar escala de produção. Entre os temas apoiáveis estão Manufatura Avançada, Internet das Coisas, Fintech, Agritech e Economia Criativa.

A agência vai aportar conhecimento e recursos financeiros via participação no capital de startups. O investimento vai ser feito por meio de contrato de opção de compra de ações e pode chegar a R$ 1 milhão, baseado no plano de negócios. Ao todo, mais 25 empresas serão apoiadas nesta segunda rodada (a primeira, aberta em junho, recebeu mais de 500 inscrições – o resultado final será divulgado em novembro). A expectativa da financiadora é disponibilizar R$ 400 milhões para o Finep Startup nos próximos anos.

“Nove em cada dez startups fracassam, mesmo aquelas que receberam aportes de fundos de Venture Capital. Nosso desafio é escolher as propostas mais consistentes”, ressaltou o superintendente da Área de Inovação em Defesa, Energia e Tecnologia da Informação da Finep, André Nunes, que elencou as principais lacunas existentes nas propostas recebidas. “Validem o mercado e a proposta de valor, reúnam uma equipe com múltiplas competências, não subestimem os concorrentes e busquem objetivos atingíveis”, aconselhou. Segundo Nunes, em geral, 25% das propostas submetidas à Finep são eliminadas por não cumprir os requisitos mínimos do edital.

Telecom, Finep Conecta, novas condições operacionais e Inovacred

Outra iniciativa lançada pela Finep em junho foi a linha de financiamento exclusiva para empresas brasileiras adquirirem equipamentos de telecomunicação 100% nacionais, o programa telecom. Pela primeira vez em sua história, a agência vai financiar a demanda. “Queremos impulsionar o crescimento do setor no período de 2017 a 2020 e fazer com que os recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) cumpram sua finalidade”, destacou a gerente do Departamento de Tecnologia da Informação e Economia Criativa (DTIC) da Finep, Joana Meirelles.

O valor mínimo dos projetos deve ser R$ 500 mil – normalmente, a Finep financia diretamente apenas propostas acima de R$ 10 milhões . A taxa de juros oferecida pelo programa é TR + 7% ao ano., com carência de 12 meses e prazo total de pagamento de 36 meses.

Novidade anunciada na Rio Info, o programa Finep Conecta, prestes a ser lançado, oferece prazo de retorno do empréstimo de até 16 anos. Ao todo, a Finep vai disponibilizar R$ 500 milhões para projetos desenvolvidos em parceria entre empresas e Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs). “As ICTs possuem um imenso capital intelectual, que nem sempre chega ao mercado. Queremos incentivar essas parcerias e dividir o risco com as empresas comprometidas com a inovação”, disse Meirelles.

Além dos programas específicos, a Finep também oferece crédito atrativo a empresas de qualquer porte que apresentem propostas inovadoras, seja de produto, seja de processo. O acesso a essas linhas pode ser solicitado a qualquer momento através do site da financiadora. Nesses casos, o que norteia as operações são as condições operacionais da Finep, atualizadas em agosto deste ano. O prazo de pagamento chega a 12 anos, com carência de até quatro anos, dependendo do grau de inovação do plano apresentado.

Para projetos cujo valor é inferior a R$ 10 milhões, a Finep dispõe do Programa Inovacred, executado em parceria com agentes financeiros descentralizados, como a AgeRio, no Rio de Janeiro, e a Desenvolve SP, em São Paulo. Essas instituições dão capilaridade à atuação da Finep em todos os estados do país.

Impacto do apoio da Finep a empresas e ICTs

Durante a sessão 50 anos Finep, representantes da empresa Intelie, especializada em inteligência operacional e análise de dados em tempo real, e do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) – ICT vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – ainda compartilharam com o público a experiência do apoio da Finep a suas instituições.

A carioca Intelie foi selecionada em um edital de subvenção econômica em 2013, por meio do qual recebeu R$ 2 milhões da Finep. “Os benefícios não se restringiram aos recursos financeiros: a disciplina de acompanhamento que a Finep exige nos ajudou a aprimorar nossa gestão. Isso foi fundamental para nossos contratos com a Petrobras”, ressaltou Lélio Souza, CEO da Intelie, que também tem como clientes a Shell e a Queiroz Galvao Óleo e Gás. O projeto ainda ajudou a empresa a quase triplicar seu faturamento no período e dobrar o número de clientes.

Em 2014, o LNCC adquiriu o supercomputador Santos Dumont, orçado em R$ 60 milhões, com verba da Finep. A máquina mais rápida do Hemisfério Sul trouxe ganhos significativos para o desenvolvimento de pesquisas no Brasil, como as dos vírus da Zika, realizada pela Universidade Federal de Pernambuco. “Sem a Finep, não teríamos como investir em pesquisa e infraestrutura”, reconheceu Wagner Léo, coordenador de TI e vice-diretor do LNCC. O equipamento está à disposição não só da comunidade acadêmica, mas também de empresas. As propostas são submetidas gratuitamente via chamadas públicas.

 

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