Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Presidente da Finep defende mudança cultural na relação entre empresas e universidades
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 Seminário Diplomacia e Inovação

O presidente da Finep, Marcos Cintra, citou os escritórios de transferência de tecnologia de Israel (TTOs, na sigla em inglês) como modelo a ser seguido (Foto: Divulgação/MCTIC)

 

Ainda existe certo mal-estar na convivência entre empresários e acadêmicos no Brasil, o que prejudica a difusão da cultura de inovação no país. A constatação foi feita pelo economista e presidente da Finep, Marcos Cintra, durante o 3º Seminário sobre Diplomacia e Inovação Científica e Tecnológica, realizado pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e das Relações Exteriores (MRE), em Brasília, no dia 12 de junho. Ele listou uma série de fatores que podem melhor a relação indústria-universidade-governo.

“O Brasil é o 13º maior produtor de artigos científicos do mundo, mas apenas o 69ª no Índice Global de Inovação. Precisamos construir pontes que liguem estes dois mundos tão diversos – universidades a empresas”, disse Cintra, destacando também que a área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) deve entender que a sustentabilidade econômica – o lucro – é a principal motivação para as empresas inovarem. “A superação desse preconceito implica mudança cultural”.

O presidente da Finep citou os escritórios de transferência de tecnologia de Israel (TTOs, na sigla em inglês) como modelo a ser seguido. Por meio deles academia e empresas se associam para obter ganhos financeiros. “Uma parte significativa dos recursos das universidades israelenses vem dos TTOs”, destacou.

Outros fatores que podem contribuir para maior sinergia entre academia-universidade-governo no Brasil, de acordo com o economista, são a redefinição da governança da política e das instituições de apoio a CT&I e o redesenho do modelo de financiamento do Sistema Nacional de CT&I. “Temos todas as peças instaladas – boas universidades, grandes mentes, meio empresarial ágil. Essa riqueza institucional precisa ser articulada para que resultados surjam de forma mais visível”, afirmou.

Cintra explicou que o esforço governamental de investimento em CT&I já atingiu o limite da capacidade: a iniciativa privada precisa agora aumentar sua participação. “O Brasil investe 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), mas 0,9% são recursos públicos. Essa proporção precisa ser invertida”, defendeu. “Na Coreia do Sul, para cada unidade monetária dispendida pelo governo, setor privado aloca mais quatro”, completou.

 

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