Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Finep: empresas terão melhores condições para financiar projetos de Internet das Coisas
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 FINEP internet das coisas IoT 91

Recursos. Financiadora vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão para iniciativas ligadas ao tema. Na foto, da esquerda para a direita: Ronaldo Camargo, presidente em exercício da Finep, Thiago Camargo, secretário de Políticas Digitais do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, ministro do MCTIC, e Antonio Carlos Botelho Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores (Anfavea)

 

A Finep vai oferecer melhores condições de financiamento a empresas brasileiras que apresentarem projetos de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês - Internet of Things). Será disponibilizado R$ 1,5 bilhão para apoiar iniciativas ligadas ao tema até o fim de 2018. O lançamento da ação, batizada de Finep IoT, aconteceu nesta terça-feira, 19/6, na sede da financiadora, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente em exercício da Finep, Ronaldo Camargo, e do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab. “A Finep tem se preparado para entrar no mercado de IoT há um ano e meio”, destacou Ronaldo Camargo.

Para oferecer crédito mais atraente, a Finep vai conceder bônus de relevância setorial de 1,0% ao ano (a.a.) em cima de suas linhas de ação já existentes. A bonificação é cumulativa ao bônus de apresentação de garantias financeiras, ou seja: com o Finep IoT, as empresas podem conseguir empréstimos com taxa de juros de até TJLP-1,0% a.a. Se o projeto tiver foco em telecomunicações, a melhor taxa passa a ser TR+3% a.a. Dependendo do grau de inovação dos Planos Estratégicos de Inovação (PEIs), a Finep pode financiar até 90% do projeto. O prazo de carência é de até 48 meses e o prazo total pode chegar a 12 anos, também de acordo com a relevância da inovação.

Para se enquadrarem no programa, os projetos precisam ter como referência o conceito de Internet das Coisas e demais tecnologias habilitadoras da Manufatura Avançada, com aplicações na saúde, indústria, no agronegócio (ambiente rural) e no desenvolvimento urbano (cidades). Estão aptas a participar empresas com receita operacional bruta a partir de R$ 16 milhões. O valor mínimo das operações é de R$ 5 milhões.

O diretor de Inovação da Finep, Rennys Aguiar, ressaltou que, além das empresas, há, sempre, outros atores envolvidos no processo de inovação, como ICTs públicos e privados, órgãos da administração pública e órgãos reguladores. “O ideal é que estes agentes se envolvam no processo, preferencialmente articulados em consórcios, arranjos público-privados ou sistemas de inovação”, afirmou.

A ação está dividida em três eixos: desenvolvimento de soluções digitais baseadas em IoT e demais tecnologias habilitadoras; formulação de planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos; e implementação dos planos estratégicos de digitalização dos processos produtivos.

A maior parte dos recursos (R$ 1,1 bilhão) vem da própria Finep. O restante (R$ 400 milhões) é proveniente do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel). É a primeira vez que a Finep lança um programa de fomento para incentivar o setor no País.

Para o ministro Gilberto Kassab, o principal objetivo é retomar a confiança da inovação no País: “Estamos no rumo certo, com as instituições públicas e privadas, academia e universidades se entendendo”.

 

Tecnologias 4.0 - No mesmo dia em que lançou sua nova ação de fomento dirigida para a área de IoT, a Finep promoveu um seminário para discutir um abrangente estudo realizado pela CNI - Confederação Nacional da Indústria para analisar o impacto do cluster de tecnologias 4.0 na indústria brasileira.

Intitulada “Indústria 2027” e coordenada por João Carlos Ferraz, da UFRJ, a pesquisa analisa os riscos e oportunidades diante das inovações disruptivas e suas implicações para as agências de fomento. “Essas novas tecnologias mudam o jeito de consumir, de trabalhar, de tratar a ética e de fazer política, e o desafio é como as agências vão organizar seus instrumentos diante desse cenário”, diz João.

Lembrando que todos os sistemas produtivos enfrentam ou enfrentarão muito em breve o impacto dessas novidades, João destacou algumas tendências e caminhos. Saber trabalhar em rede seria uma competência fundamental nesse novo quadro, sejam redes internacionais de ecossistemas de inovação ou redes interdisciplinares unindo clientes, fornecedores, universidades e centros de pesquisa. Parceria é palavra-chave e, com isso, é importante que agências de fomento como a Finep passem a trabalhar mais por meio de programas do que por projetos isolados, com coordenação de instrumentos, segundo o estudo. Com isso vem também a questão de aumentar o compartilhamento de riscos com o setor privado, algo desejável, segundo João.

Outro ponto em destaque foi que, além de ajudar na criação de novas tecnologias, é preciso investir na difusão delas no ambiente empresarial e dentro do próprio governo. “O Estado também tem que se tornar digital, conectado e inteligente se quer apoiar esse tipo de mentalidade em nosso ambiente industrial”, afirma João.

 

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