Seu navegador no suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Finep aprova projeto para reativação da Cúpula Galileu Galilei no Planetário do Rio
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Na segunda-feira, 24/3, o presidente da Finep, Celso Pansera, e seu chefe de gabinete, Fernando Peregrino, visitaram a Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro (FPCRJ) para a assinatura simbólica da aprovação do projeto da instituição na Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT/Identidade do Brasil – Recuperação e Preservação de Acervos 2024. O edital visa selecionar propostas para concessão de recursos a iniciativas voltadas à preservação, restauração, pesquisa e divulgação de acervos científicos, históricos e culturais em museus, bibliotecas, arquivos e outras instituições de salvaguarda do patrimônio nacional. Estavam presentes no evento Renato Pellizzari, presidente da FPCRJ, Tatiana Roque, Secretária Municipal de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, e Alexandre Cherman, diretor de Astronomia e Cultura do Planetário da Cidade do Rio de Janeiro.

 

Com quase 54 anos de existência, a Fundação Planetário tem a missão de divulgar o conhecimento astronômico com excelência. Para isso, necessita de instalações atualizadas e equipadas com tecnologia de ponta. Um dos principais desafios da instituição é a reativação da Cúpula Galileu Galilei, desativada devido à obsolescência de seus equipamentos. A solução passa pela aquisição de um moderno projetor estelar, fundamental para restabelecer as atividades no espaço e oferecer uma experiência imersiva ao público.

Pellizzari expressou sua preocupação com a situação e destacou o papel essencial da Finep nesse processo. “Quando entramos na Cúpula Galileu e vemos o espaço fechado, sentimos que estamos perdendo parte da nossa história. Projetos como esse são fundamentais. Agradeço imensamente essa parceria, pois restaurar essa cúpula não é apenas recuperar um ambiente de exibição, mas demonstrar respeito pela memória e pelo conhecimento”, afirmou.

O financiamento aprovado permitirá a compra e instalação de equipamentos e softwares especializados, garantindo mais de uma década de funcionamento da cúpula com padrões elevados de qualidade. Celso Pansera enfatizou a relevância desse investimento. “É um projeto de grande significado. Uma criança que visita a Cúpula começa a entender melhor o universo, desperta o interesse pela ciência e pode, no futuro, se tornar um pesquisador”, ressaltou. “Quando vimos que o Planetário estava entre os contemplados no edital, soubemos que essa assinatura precisava acontecer aqui, no próprio local.”

A Cúpula Galileu Galilei foi o primeiro espaço de atendimento ao público da Fundação. Inaugurada em 1970, revolucionou a forma de ensinar Astronomia ao proporcionar projeções detalhadas do céu, permitindo a observação dos movimentos dos astros e seus fenômenos mais marcantes. Além disso, o ambiente é totalmente acessível a pessoas com deficiência, e a modernização do sistema digital ampliará o alcance das atividades. Com a nova tecnologia, será possível realizar sessões inclusivas para pessoas com baixa visão, cegas, surdas ou com deficiência intelectual, reforçando o compromisso do Planetário com a democratização do conhecimento.