Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Apoio da Finep/MCTI viabilizou lançamento do primeiro satélite 100% brasileiro Amazônia 1
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Lançado no último dia 28 de fevereiro 2021, no Centro de Lançamento Sriharikota, na Índia, o satélite Amazônia 1 é o primeiro destinado à observação da Terra 100% projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. O forte apoio da Finep – Inovação e Pesquisa, empresa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ao Programa Espacial Brasileiro, foi fundamental para o domínio e desenvolvimento desta tecnologia no País. “A Finep/MCTI tem papel relevante nesse momento histórico da ciência brasileira, pois vem apoiando ICTs e empresas nacionais em sua estruturação e no desenvolvimento de tecnologias de ponta em setores considerados estratégicos para o Brasil”, afirmou o presidente da Financiadora, General Waldemar Barroso.

O Amazonia-1 coroa um esforço da década de 1980, para que o país fosse capaz de desenvolver um satélite próprio de sensoriamento remoto ótico. A Finep/MCTI apoiou, por exemplo, a estruturação e melhoria do Laboratório de Integração e Testes (LIT), situado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de São José Campos/SP, onde as atividades de montagem, integração e testes (AIT) do satélite Amazonia 1 foram realizadas. Nos últimos 20 anos, a Finep/MCTI investiu mais de R$ 200 milhões em recursos não-reembolsáveis no INPE.

A Financiadora reúne, ainda, um longo histórico de apoio às empresas do setor espacial, e que terão algumas de suas tecnologias embarcas no novo satélite. Entre elas, a Opto, Cenic, Equatorial, AEL, Fibraforte, Orbital e Omnisys que, juntas, receberam aporte de R$ 119 milhões em subvenção econômica da Finep/MCTI.

A missão do Amazonia 1 é fornecer dados (imagens) de sensoriamento remoto para monitoramento da região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais e estarão à disposição da comunidade científica, órgãos de governo e quaisquer interessados. “O equipamento será fundamental para o monitoramento da Amazônia e outros biomas no Brasil, além de inaugurar uma nova era para a indústria brasileira de satélites”, ressaltou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Astronauta Marcos Pontes. O equipamento será utilizado ainda para observar e monitorar a diversificada agricultura em todo o território nacional, com uma alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

Entre os ganhos tecnológicos que a missão deverá render ao país se destacam a consolidação do conhecimento do Brasil no ciclo completo de desenvolvimento de satélites; o desenvolvimento da indústria nacional dos mecanismos de abertura de painéis solares, o desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional e a consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade.