Seu navegador não suporta java script, alguns recursos estarão limitados. Startup paulista inova ao aplicar tecnologia de ressonância magnética nuclear para garantir qualidade de alimentos
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Já imaginou um equipamento que pudesse examinar o campo ou até mesmo um grão de soja em poucos segundos sem danificá-los? A Fine Instrument Technology (FIT), sediada em São Carlos (SP), uma das 21 instituições selecionadas no programa Mulheres Inovadoras, da Finep/MCTI, é responsável por ele. A empresa desenvolve soluções que utilizam a ressonância magnética nuclear (RMN) para análises mais rápidas e eficazes em setores que não têm necessariamente a ver com saúde, com principal atuação nas áreas de agricultura, petróleo, polímeros e indústria de alimentos.

Ao entender que os benefícios ligados à RMN não eram tão dominados no campo industrial, a startup elaborou ferramentas e aplicações baseadas na tecnologia para examinar outros interesses do mercado. Um exemplo é o SpecFIT. Ele é praticamente um equipamento de ressonância utilizado em hospitais adaptado ao setor de alimentos in natura e industrializados. O seu diferencial está ligado à criação de softwares desenvolvidos em parceria com a Embrapa capazes de mapear, em segundos, e sem causar qualquer tipo de dano ao produto, a qualidade e a composição química e física exata de frutas, grãos, azeites, leites, carnes.

Outra solução de impacto e exclusiva da FIT é o controle de processo de extração de óleo de palma, que consiste na possibilidade de um estudo diário das perdas do processo. Além disso, permite aos gestores que ajustem parâmetros como temperatura, pressão e força de prensa, o que pode levar a ganhos de eficiência acima de 5% – resultando em aumento expressivo de faturamento. Empresas que extraem óleos vegetais como soja, algodão, amendoim, também podem se beneficiar.

“O nosso equipamento pode auxiliar na seleção da melhor semente a ser plantada, avaliar o melhor ponto de colheita, ajudar no controle de qualidade dos óleos e gorduras que serão fornecidos para a fabricação de alimentos, combustíveis, cosméticos, e no manejo da qualidade do produto final, com resultados rápidos e precisos. Além disso, a ferramenta substitui técnicas que utilizam solventes tóxicos e inflamáveis, virando uma aliada para a nova geração de alimentos sustentáveis”, afirma a co-fundadora da startup, Sílvia Azevedo.

Criada em 2005, a FIT chegou ao seu primeiro lançamento em 2015 e, desde então, trabalha para levar melhorias para um número cada vez maior de clientes. A empresa destaca, também, a importância do Mulheres Inovadoras para incentivar o empreendedorismo feminino na sociedade. “Para mim, foi muito enriquecedor e estimulante compartilhar com mulheres poderosas, criativas e competentes as experiências e habilidades de pessoas que, como eu, ultrapassam as barreiras do preconceito para conquistar o espaço”.

Mulheres Inovadoras

O programa é uma atividade decorrente do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a Finep e a prefeitura de São Paulo, que tem como finalidade apoiar o empreendedorismo feminino, procurando utilizar a experiência das instituições na formulação de políticas, coordenação de programas e aporte de recursos para o apoio a empresas nascentes inovadoras e de base tecnológica.

A iniciativa conta, ainda, com o apoio de parcerias engajadas em alavancar a participação feminina no empreendedorismo, como a RME - Rede Mulher Empreendedora, Adesampa e Founder Institute.